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Local: Cruzeiro internacional da Costa Leste 2008

Passeio: CCL 2008 De Camamú a Salvador

A ultima perna do Cruzeiro Costa Leste vem com a sensação de desafio cumprido, um certo bem estar por ter chegado mas uma certa nostalgia por estar acabando o cruzeiro e muitos dos amigos que vieram em seus veleiros não vão continuar a viagem rumo Norte até Noronha.
Os dois amigos e tripulantes que estavam no Tuareg, também desembarcaram em Camamu, assim viemos apenas em dois a bordo, mas muito tranqüilos em uma velejada de traves com vento fraco de 10 nos vindo de  S SW e um mar um pouco mais alto com ondas de 3 a 3,5 metros com intervalos de 8 a 10m seg.Esta perna foi marcada também por muitos PIRAJAS, que são pequenas tempestades isoladas como se fossem Trombas dágua, que passam com chuva e ventos que podem chegar a 40 nos. A passagem dos pirajas duram cerca de 40 minutos em media mas trazem muita movimentação no barco e velas as quais são rizadas ou enroladas para estabilizar o barco.
Chegamos no Terminal Náutico da Bahia (TNB), as 14:30hs , e fomos logo tomar banho com direito a chuveiro quente e tudo. ( já fazia tempo que não víamos chuveiro quente, praticamente dês de Vitória)
O terminal fica bem embaixo do elevador Lacerda, e logo na primeira noite em salvador juntamos um grupo para subir ao Pelourinho e tomar, como na tradição náutica, um CRAVINHO. Nos espantou tamanho abandono da cidade (PT), são muitos os casos de assalto e uma enorme quantidade de pedintes e ambulantes que vendem de tudo até mercadorias roubadas, não se consegue dar um único passo sem ser molestado por alguém.
Permanecemos dois dias no TNB e fomos velejando para Aratu, outro iate clube mais para dentro na Baia de Todos os Santos, mas com mais estrutura para receber os barcos. Dia 20/08/2008 foi realizada a festa de encerramento do Cruzeiro Costa Leste no Aratu Iate Clube, com direito a apresentações artística jantar, bebidas e musica ao vivo até a madrugada.
Acabou o Cruzeiro mas não acabaram-se as festas, Fizemos a impressão na regata Aratu-Maragojipe, e logo no dia 22/08 teve a festa de abertura da regata.
As quase 40 milhas da regata foram feitas com muita disputa, na categoria barcos de aço, onde o veleiro Piatã de 40 pes projeto do Cabinho levou por apenas 10 min. Pena mas vamos aprendendo e equipando melhor o barco, quem sabe na Refeno.
A Vila de Maragojipe, como a maioria na Bahia é muito pobre tem com o referencia a antiga fabrica de charutos já fechada na cidade, mas mesmo assim a festa foi boa. No dia seguinte fomos conhecer outro povoado chama do São Francisco do Paraguaçu a poucas milhas de distancia onde tem o Convento de Santo Antônio abandonado do ano de 1686.
As velejadas dentro da Baia de Todos os Santos são boas, com ventos constantes e na média de 15 nos para esta época do ano,  nos favoreceu para que fizéssemos poucas motoradas, uma destas belas velejadas nos levou a Ilha de Itaparica a 19 milhas de Aratu. Um lugar belíssimo muito limpo e com muita paz, chega um pouco de festa e vamos curtir o silencio um pouco. Uma coroa de areia que aparece na maré baixa é um bom lugar para se refrescar nas águas mornas da Bahia.


Ficamos fundeados em frente a Itaparica Marina, uma marina pública com preços bem em conta e instalações muito boas. Uma fonte de água mineral bem ao lado da marina abastece a população e os barcos também, um privilégio em uma região onde a água é na maioria das vezes de procedência duvidosa o que nos obriga a botar nos tanques uma certa quantia de cloro.
Mais um churrasco foi feito no píer desta vez sem motivo, mas não menos divertido que os outros, são estes improvisos que fazem as melhores festas.
Depois de dois dias ancorados com direito até uma Barracuda arpoada por de baixo do trapiche, a qual me rendeu uma bronca dos guarda cais, pois era proibido o mergulho nesta localidade, zarpamos para conhecer outras localidades, nosso destino era Cacha Pregos, passando pela famosa fonte de Itororó. Com uma pequena flotilha de 4 barcos saímos e nossa primeira parada foi perto da famosa fonte em um vilarejo chamado Mutá, onde comemos uma extraordinária moqueca de siri catado no restaurante Segredos de Mutá.
A fonte não é lá muita coisa mais, valeu pelo banho de água gelada, e pela ancoragem onde passamos a noite.
No dia seguinte subimos ferro e aproamos para Cacha Pregos que fica no extremo sul da ilha de Itaparica, chegamos cedo e logo achamos um boteco na beira da praia para aquela imperdível cervejinha.
---- Moço quer comprar camarão, é R$17,00 o quilo?
-----Só se a dona do bar fritar.
Assim comemos Primeiro o tal camarão branco frito, depois a dona do bar fritou nossa Barracuda pega no arpão, e por fim, decidimos que iríamos fazer churrasco ali na praia mesmo só levantando acampamento para irmos dormir a menos de uma milha em outro vilarejo chamado Catú conde era mais protegido das ondas da barra falca.
Sábado dia 30 voltamos a Aratu para festa de premiação da regata. A festa foi muito boa com duas bandas em um palco montado dentro do hangar do iate clube, e melhor ainda depois de termos pego o terceiro lugar na categoria barcos de aço, uma colocação muito boa para um barco de 23 anos armado com um velame para ventos de mais de 25 nos.

Apresentação com fotos: CCL_2008_de_Camamú_a_Salvador.ppt

 

 

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