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Local: Cruzeiro Internacional da Costa Leste 2008

Passeio: CCL 2008 De Salvador a Recife

Após algumas semanas na Bahia de Todos os Santos, já estava na hora de zarpar novamente. Nossos planos eram fazer uma perna Salvador Mangue Seco e outra até Maceió, pegamos os Waypoints de entrada, olhamos a meteorologia que nos dizia ventos SE, E de 10 nos e ondas de 1 a 1,5 metros de E. Pois bem zarpamos as 9:15hs do dia 08/09/2008 com previsão de percurso de 24 hs cumprindo 136 milhas. O vento logo veio assim que viramos o Farol da Barra e foi aumentando para 18 a 20 nos, junto com as ondas que passaram de 3 metros pegando o barco no costado de boreste, uma boa velejada mas muito desconfortável.
Alcançamos o canal de entrada da barra de Mangue Seco as 9:00 hs do dia seguinte. Mas nossa tentativa de entrar foi inútil. A barra tem que ser investida lateralmente para desviar de bancos de areia que ficam na entrada e onde formam ondas enormes que passavam por cima do Tuareg como se ele fosse uma pequena prancha de surf. Após tomarmos quatro destas ondas e quase botarmos o mastro na água, abortamos a entrada.
Já cansados e com a moral baixa pela tentativa frustrada, fomos nos abrigar em uma base da Petrobrás 10 milhas depois de Aracajú. É preciso pedir licença para apoitar em um remanso existente entre o píer de atracação de navios e o quebra mar de pedras, mas vale a pena pois caso contrario seria mais 24 hs no mar até Maceió.
Na manha seguinte fizemos outra tentativa frustrada de entrar na barra de Aracajú, que também estava fechada devido as ondas, e decidimos por fim rumar para Maceió.
Saímos da barra de Aracajú as 12:45 hs do dia 10?09/2008 com  ventos ainda fortes e muita onda, nada diferente do que havia sido a outra perna, somente com a presença de alguns pirajas que incomodaram um pouco. O trajeto de 112 milhas foi vencido em um único bordo e velocidade que variava entre  de 5 a 7,5 nos.
A aterragem em Maceió é muito tranqüila até soltar ferro, depois para desembarcar na praia são outros quinhentos. Perto do porto existe um canal que passa por favelas e desemboca no mar, ali, bem do lado onde temos que botar o pé na água para sair do bote, simplesmente horrível. A praia em frente a Federação de Vela e Motos Alagoana, é simplesmente um lixão a céu aberto, uma primeira impressão tão ruim de uma capital que tem suas belezas, mas que trata muito mau do seu meio ambiente.
Fizemos alguns passeios por Maceió fomos a praias mais limpas mas não foi possível agüentar por muito tempo aquele esgoto, já é hora de sair e nosso próximo destino será Maragogi.

A velejada até Maragogi foi ótima, um mar mais calmo ainda com ondas pelo costado de boreste, e ventos de 15 nos. começando em uma orça forçada e depois virando de travez até a entrada dos arrecifes. Saímos as 11:00 hs para podermos chegar de dia, cumprindo as 65 milhas em 10:30 hs.
A entrada é bem larga mas com algumas formações de coral e bancos de areia no caminho, por isto, é preciso um pouco de cautela na entrada. A ancoragem é um pouco agitada, principalmente durante a maré cheia, que é quando as ondas passam por cima dos arrecifes e vem dar na praia.
O primeiro dia em Maragogi não podia deixar de ter um churrasquinho na casa do Cassiano e da Andréia com os tripulantes dos 3 barcos que fundearam por lá. ( Tuareg, Makai, Guga Buy, depois juntando-se a nos o catamarã Mente Sã).
Comemos as tapiocas da Boliviana e fomos as GALËS, que são piscinas naturais que se formam dentro da barreira de arrecifes na maré baixa.
 

Nosso próximo porto foi Suape a cerca de 60 milhas de Maragogi, é um porto que recebe diversos tipos de navios e que marca pela sua agressão ao meio ambiente, costumava ser um estuário de águas muito cristalinas mas com as freqüentes dragagens do porto encontramos uma água barrenta que dificultava inclusive a navegação.
A entrada para a ancoragem fica entre a barreira de coral e a ilha, um canal de não mais que 50 metros de largura que sai em uma grande baia protegida pelos arrecifes mas com muitas coroas de areia e pedras. A investida ao ancoradouro deve ser feita com os Waypoints ou com praticagem local.
Por lá pode-se pagar o dia no hotel ou ir a cidade, subindo o rio tem dois bares-restaurantes que servem muito bem.
Elaboramos  também um pequeno lual , na ilha com caldos diversos que cada barco levou, um pouco de violão e muita piada.


A perna entre Suape e Recife é de apenas 25 milhas, saímos de manha para aproveitar a maré alta e fizemos o percurso tranqüilamente misto entre vela e motor.
Chegamos em Recife após 5 horas de navegação, com maré baixa, dos 6 barcos que saíram juntos apenas nós do Tuareg e o Guga Buy,  é que entramos direto no Cabanga Iate Clube, devido ao calado, ter bolina retrátil nestas ocasiões é um grande diferencial, os demais barcos tiveram que aguardar por 4 horas no PIC para dar calado e entrar.
O Iate clube é muito bem estruturado, atracamos com a proa pro trapiche e logo ligamos água e energia para abastecer o barco.

Apresentação com fotos: CCL_2008_De_Salvador_a_Recife.ppt

 

 

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